Como jovens podem atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O ano começou cheio de oportunidades para jovens que buscam transformar as realidades de seus países – mais especificamente, praticando desenvolvimento sustentável e inclusivo. Uma delas foi participar do ECOSOC Youth Forum (Fórum da Juventude do Conselho Social e Econômico), que aconteceu no início desse mês na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque. O Instituto Global Attitude recebeu um convite formal da ONU para comparecer ao evento, representando a sociedade civil brasileira.

A delegação brasileira em Nova Iorque conversou sobre como mobilizar a juventude pela Agenda 2030 (foto: Instituto Global Attitude)

A delegação brasileira: Rodrigo Giorgi, da Global Attitude, Gabriel Medina, Secretário Nacional da Juventude, Fernando Pacheco, assessor internacional da Secretaria, Marcus Barão, coordenador do Grupo de Trabalho em Relações Internacionais do Conselho Nacional da Juventude, e Ruth Adewonuola, da Rede Urbana de Ações Socioculturais (foto: Instituto Global Attitude).

Nos dias 1º e 2 de fevereiro, mais de 800 jovens líderes do mundo inteiro e representantes governamentais se reuniram para debater: Como essa geração pode ajudar no cumprimento dos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável? Afinal, com mais de 1,8 bilhões de jovens no planeta, a ONU acredita que eles devem ser agentes de mudança social, econômica e global, atuando para promover e difundir os ODS junto à população mundial. Esse encontro serviu para refletir sobre como mobilizá-los e aproximá-los da Agenda 2030.

Mais motivos para que os jovens estejam no centro do debate político e econômico? Eles são justamente a parcela da população mais afetada pela pobreza, desigualdade, desemprego e mudanças climáticas – fatores que são foco das metas para os próximos 15 anos.

Os Objetivos incluem a erradicação da fome, a promoção da educação inclusiva, consumo consciente, entre outros (foto: ONU Brasil)

Os Objetivos incluem a erradicação da fome, a promoção da educação inclusiva, consumo consciente, entre outros. Eles substituem os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que continha metas para 2015 (foto: ONU Brasil).

A voz dos jovens em parceria com o ECOSOC

Os representantes participaram de painéis interativos, brainstorms e discussões com membros da ONU tanto para propor novas soluções quanto para apresentar iniciativas de sucesso em seus próprios países. Rodrigo Reis, fundador do Instituto Global Attitude, esteve lá e aproveitou para destacar o protagonismo juvenil por meio do Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE)  e os desdobramentos da Conferência Nacional da Juventude, cuja terceira edição ocorreu em Brasília em dezembro do ano passado.

“O CONJUVE – órgão brasileiros formado por representantes da sociedade civil e governo – é um efetivo mecanismo de participação de representantes de juventude”, contou Rodrigo, “aliado à aprovação do Estatuto da Juventude, o Brasil é pioneiro nesse formato de participação – se comparado com outros países latino americanos”.

Enquanto isso, Gabriel Medina, Secretário Nacional de Juventude, ressaltou o comprometimento do Brasil no alcance dos objetivos. Segundo ele, o país avançou muito nos últimos anos e cumpriu “quase em sua totalidade os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio”. A valorização da diversidade, a igualdade de gênero, os direitos da população negra e LGBT e a inclusão de jovens com deficiência foram temas que ganharam destaque.

Por dentro do Fórum da Juventude

Quer conferir um pouco da experiência das delegações em Nova Iorque? O vídeo abaixo mostra os pontos altos do encontro: