Há 13 anos era assassinado o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, cotado à Secretaria-Geral da ONU

Foi neste mesmo dia, há 13 anos atrás, que o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Sérgio Vieira de Mello, deixaria o mundo aos 55 anos, após um atentado em Bagdá, Iraque.

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Brasileiro nascido no Rio de Janeiro, Sérgio trabalhou na ONU por 34 anos, dedicando-se à luta pelos Direitos Humanos. Começou trabalhando no Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), servindo em missões humanitárias e de manutenção da paz em Bangladesh, Sudão, Chipre, Moçambique e Peru.

Sérgio percorreu o mundo trabalhando pela ONU e pela paz, alcançando grandes feitos que o levaram ao cargo de Alto Comissário, em 2002, sendo o primeiro brasileiro a alcançar um alto escalão na ONU. Ele foi considerado a personificação do que a organização deveria ser, mostrando coragem e habilidades únicas para negociar com governos corruptos e ditatoriais.

Como negociador da ONU, atuou em alguns dos principais conflitos mundiais, como em Bangladesh, Camboja, Líbano, Bósnia e Herzegovina, Kosovo, Ruanda e Timor Leste, entre 1999 e 2002.
Sérgio se dedicou a apoiar a reconstrução de comunidades afetadas por guerras violências extremas, além da defesa da democracia.

Adeus repentino
Em maio de 2003, Sérgio foi enviado como representante oficial do Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, ao Iraque, país que vivia um grande conflito na época.

No dia 19 de agosto, em Bagdá, capital iraquiana, o brasileiro foi morto, ao lado de mais 22 pessoas, durante um ataque com caminhão-bomba no Hotel Canal, que servia como sede da ONU na cidade há mais de 10 anos.
O atentado, considerado o mais violento contra uma missão civil das Nações Unidas até então, deixou mais 150 feridos e foi atribuído à Al Qaeda.

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Sérgio foi morto por ataque da Al Qaeda. Foto: Reprodução/Youtube

Segundo a organização terrorista, Sérgio seria o alvo do ataque por ser um “cruzado que ajudou a extrair uma parte do país muçulmano da Indonésia” (o Timor Leste, no caso).

Sérgio ficou preso entre os escombros e chegou a se comunicar com a equipe de resgate através de um buraco, mas não resistiu.
O Alto Comissário era considerado um possível candidato à Secretaria-Geral da ONU e recebeu uma homenagem póstuma do Prêmio de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Em 2008, a Assembleia Geral da ONU designou o dia 19 de agosto como o Dia Mundial Humanitário em memória de Sérgio e todos os funcionários mortos pela causa humanitária no Iraque.