Brasil Post: Precisamos falar sobre os refugiados

Por Gabriella Bazzo* do Brasil Post | Matéria Oringinal do Brasil Post

Neste sábado, dia 20 de junho, comemora-se o Dia do Refugiado. A data, estipulada pela ONU, celebra a Convenção sobre o Estatuto dos Refugiados, de 1951.

O documento, assinado por 147 países, inclusive o Brasil, busca garantir a segurança e o bem estar dos refugiados no âmbito internacional.

A situação na prática, não é tão animadora.

Nós últimos meses, vimos o agravamento da crise imigratória na Europa, com barcos lotados de migrantes africanos tentando chegar na costa italiana.

A Europa tenta se articular, de um jeito atrapalhado, em meio a avanços e retrocessos, para receber esse enorme contingente de pessoas que foge de seus países de origem.

Enquanto, nesta semana, a França anunciou uma ampliação do seu programa de assistência, a Hungria – que também é signatária da Convenção – disse que vai erguer muros em suas fronteiras, como forma de “proteger seu território”. Em meio a isso vemos também um crescimento de ondas de xenofobia em todo o mundo.

O Brasil está longe de ser um destino prioritário de refugiados. Mesmo com fronteiras porosas e com acesso relativamente fácil, estamos longe das principais áreas de conflito no mundo, que se concentram na África e no Oriente Médio.

Atualmente, segundo dados do Ministério de Justiça, são 7.946 refugiados reconhecidos por aqui. Os sírios são a maioria, seguidos dos colombianos, dos angolanos e dos congoleses. Não entram nesta conta os haitianos, que chegam ao País com visto humanitário. Atualmente, são quase 40 mil haitianos no Brasil, segundo dados oficiais.

A questão dos refugiados, aliás, foi um dos temas abordados no Euro-BRICS Young Leaders Summit, encontro que reuniu mais de 50 jovens da Europa e dos BRICS para discutir assuntos que são importantes para os países desses blocos. Em uma roda de discussão onde havia gente de todos os continentes, as conclusões pareciam convergir para o fato de que, seja aqui, na Índia, na Alemanha ou na Finlândia, há duas opções ao lidar com refugiados: a integração ou a segregação. E não há dúvidas, por mais ousada que seja essa afirmação, do que é melhor para a sociedade. Há sim, muito o que se fazer.

 

 

 

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*Gabriela Bazzo é editora internacional do Brasil Post. Formada em jornalismo pelaUFSC, com especialização em Relações Culturais Internacionais pela Universitat de Girona (Espanha) e pós-graduanda em Política e Relações Internacionais na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, ela fez parte da delegação brasileira no Euro-BRICS Young Leaders Summit.